WHATSAPP:

(42) 9998-9400

UNIDADE INOVARE:

(42) 3026-2620

UNIDADE CENTRAL:

(42) 3220-9400

Saiba um pouco mais sobre endometriose.

01/11/2015 21:08
O endométrio é a camada de tecido composto por glândulas e estroma, que recobre internamente a cavidade do útero, sendo responsável pela menstruação quando descama ao final de um ciclo menstrual. A endometriose acomete mulheres que estão no período reprodutivo, ou seja, período que vai desde a primeira menstruação até a menopausa quando cessam as menstruações. Estudos mostram que um parcela grande de mulheres os sintomas da doença inicial ainda na adolescência. Portanto, a endometriose pode surgir logo após as primeiras menstruações. Apresença de casos de endometriose na família é um fator de risco para o desenvolvimento da doença. Os principais sintomas da endometriose são: • Cólica menstrual (presente em 90-95% dos casos) • Dor profunda na vagina ou na pelve durante relação sexual • Dor pélvica contínua não relacionada a menstruação • Obstipação intestinal ou diarréia no período menstrual • Dor para evacuar • Sangramento nas fezes • Dor para urinar • Sangramento na urina • Infertilidade A associação de endometriose e infertilidade já é observada há muitos anos. Estudos prévios demonstraram que as mulheres com endometriose tem uma taxa de fecundidade (chance de engravidar por mês de exposição) bem menor que mulheres sem endometriose. Sabemos que entre 50% a 70% das mulheres com a doença tem infertilidade e que cerca de 40% das mulheres com infertilidade tem endometriose. O diagnóstico da endometriose é feito através da presença dos sintomas da doença, de achados no exame físico (principalmente no toque vaginal) e da presença de lesões suspeitas nos exames de imagem. Os principais exames complementares utilizados são a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética. A cirurgia preferencialmente por videolaparoscopia ainda é a principal forma de tratamento da endometriose. A retirada das lesões e a das aderências permitem uma melhora da qualidade de vida com diminuição ou extinção da dor e retorno a fertilidade em grande parte das mulheres com a doença. Entretanto, em algumas situações a cirurgia não está indicada. O principal motivo para indicação da cirurgia é a presença de sintomas de dor e a infertilidade. Mulheres pouco sintomáticas, com diagnóstico já firmado de endometriose, sem lesões importantes com risco iminente de perda de função de algum órgão, podem se beneficiar do tratamento clínico ao invés da cirurgia. A recorrência das lesões e dos sintomas da endometriose pode ocorrer em 30 a 50% dos casos até dois anos após a cirurgia. Cirurgias incompletas em que não foi possível a retirada de todas das lesões favorecem a recidiva precoce dos sintomas e de novas lesões. Após a menopausa os ovários já não produzem mais o estrogênio, com isso o endométrio ectópico (endometriose) não é mais estimulado e tende a não proliferar. A menstruação também desaparece após a menopausa. Por isso, os sintomas da doença podem diminuir ou desaparecer. Em muitos casos, após a menopausa não há mais necessidade de tratamento. Publicação Revista Saúde ago/set/out 2015